Por Diego
El Khouri
Os últimos
meses da minha vida têm sido surpreendentes. Uma avalanche de acontecimentos
tomou conta do meu cotidiano, porém, o trabalho nas sombras segue cada vez mais
insano, produtivo e intenso. A Editora Merda na Mão nasceu com a
proposta de publicar os impublicáveis e, nos primeiros anos — mesmo fudidos,
sem grana, sem emprego e muitas vezes doentes — publicamos mais de 50 obras,
organizamos festivais musicais, lançamos CDs e muito mais no campo cultural.
Tudo isso com o intuito de contribuir de forma ousada, trilhando caminhos nunca
antes explorados. Foram madrugadas e madrugadas dedicadas intensamente a esse
intento. Nestes 5 anos de existência e resistência, não pegamos um único
centavo dos autores que publicamos. É um trampo realmente na contramão de
tudo que se vê por aí!
Como todo
trabalho de resistência, obstáculos imensos surgem a todo momento. Além disso,
oportunistas — que vivem só de discurso e, na primeira oportunidade, revelam
sua fraqueza e desonestidade — tentam se aproximar, pensando apenas em lesar
financeiramente até um projeto como esse, que não visa lucro algum. Ser de
verdade é pra poucos, tá ligado?
No
texto “Entre
a Exclusão e o Renascimento: A Palavra Insurge”, falo um pouco sobre os
próximos passos da Merda na Mão. Até quando esse projeto vai durar eu não
sei, mas o que já foi feito até aqui é gigante demais — ainda mais sabendo que
foi construído totalmente sem recursos financeiros, sem estrutura e enfrentando
o demônio da luta feroz pela sobrevivência. Bagulho loko!!!
Aqui,
incansavelmente nas sombras, sigo reestruturando as coisas. Novidades estão por
vir. Alguns projetos vão levar tempo, outros já estão em andamento. Tenho uma
lista imensa e potente de ações: eventos revolucionários, ocupações de
espaços, intervenções urbanas.
Um exemplo é
o projeto “Ruas e Cores: Hip-Hop em Tela” (acompanhe no Instagram
@hiphopemtela), em que pretendo documentar e reinterpretar artisticamente a
cena vibrante do hip-hop goiano. Vou capturar batalhas de rap, grafites e
outras manifestações urbanas por meio da fotografia, que depois serão transformadas
em pintura. Serão 12 telas pintadas, com uma parte significativa já finalizada.
Outro
trabalho em andamento é a série “Urbanidade e Memória — Arte Negra e
Descolonização do Olhar em Aparecida de Goiânia”. Esse projeto valoriza e
reconhece a importância dos artistas negros na cultura local, com a produção de
10 pinturas inéditas. Eu, Diego El Khouri, outsider da galáxia de Parnaso, vou
representar artistas negros de Aparecida de Goiânia, cada pintura acompanhada
de relatos que preservam e celebram suas histórias. A exposição propõe um novo
olhar sobre diversidade cultural, unindo arte, memória e representatividade.
Ambos os projetos contam com a produção de Lívia Batista, produtora
cultural, pesquisadora, artista do movimento, especialista em inovação no setor
público e idealizadora do Festival Itinerante de Vídeodança D’Olhar.
Além disso,
estou finalizando a HQ “Frida — A Advogada Mais Ousada do Brasil”, com
desenho meu e roteiro do grande escritor Fabio da Silva Barbosa (que
já não faz parte da equipe da Merda na Mão, mas ainda teremos outras
colaborações, como a HQ “Carniça – A Apologia da Destruição – Substâncias
Ilícitas, Crimes e Outras Especiarias”). Também não posso deixar de mencionar a
HQ “XXI”, de minha autoria em roteiro e desenho — um trampo de 200 páginas
já finalizado, que agora entra em processo de diagramação para, enfim, ser
impresso como verdadeira dinamite da arte sequencial.
Outro passo
importante será a publicação da trilogia do poeta visceral Gutemberg F.
Loki. Para isso, vamos utilizar pela primeira vez a plataforma de
autopublicação Uiclap.
Pra quem não
conhece:
· Autores independentes
podem publicar seus livros gratuitamente, em versão impressa e/ou digital.
· A impressão é sob demanda
(o livro só é impresso quando alguém compra, evitando custos de tiragem).
· O autor define o preço de
venda e recebe royalties por exemplar vendido.
· Os livros ficam
disponíveis no site da Uiclap e em marketplaces parceiros.
· É possível enviar capa e
miolo prontos ou usar ferramentas da própria plataforma.
Ou seja: uma
forma de colocar um livro físico ou digital no mercado sem precisar de editora
tradicional nem arcar com custos altos de gráfica.
É a
alternativa que encontrei para adiantar esses trabalhos. Essa plataforma só não
publica HQ, mas para poesia e prosa é perfeita. Já estamos em outubro, não sei
se conseguiremos lançar ainda este ano a trilogia do camarada Gutemberg, mas já
fechei com um parceiro para a diagramação. Se não for em 2025, no início de
2026 essa obra estará no mundão!
Então é
isso, maloquerada!!!
VOCÊS NÃO
TÊM IDEIA DO QUE ESTÁ POR VIR!!! OS BAGULHO MAIS LOKO A GENTE NEM MENCIONOU
AQUI, MAS JÁ ESTAMOS NOS BASTIDORES TRABALHANDO INCANSAVELMENTE PRA ARRANCAR DO
MUNDO DAS IDEIAS E LANÇAR NO PLANO CONCRETO DA EXISTÊNCIA!!!