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14 de jun. de 2026

Quando o Vão Vira Casa: nasce o VãoAteliê, território vivo entre gesto, criatividade e arte

 

Os múltiplos artistas — e parceiros de vida e de alma — Diego El Khouri & Lívia Batista inauguram a VãoAteliê, uma loja virtual dedicada à arte em processo. 

_ a cultura viva _
e há muito mais do que vocês ainda nem imaginam, 
mas que vão ver se revelar ao longo do tempo.

Arte, cultura, achados e tudo o que cabe nesse território em constante transformação, onde o fazer artístico atravessa o cotidiano e ocupa a casa. 

👉 Conheça a loja VãoAteliê no TikTok Shop: https://www.tiktok.com/@vaoatelie?_r=1&_t=ZS-937gIIN3Qry 

Instagram: @vaoatelie 

Fiquem atentos: 

 diariamente faremos lives por essa página, apresentando obras, pintando ao vivo, criando caricaturas personalizadas, abrindo processos. 

Aos poucos, o vão se expande: novos produtos, novas matérias, novas camadas de sentido. 

Nada pronto. Tudo em movimento. 

VãoAteliê 

Arte autoral em processo.

O vão como espaço de mudança.

Do gesto à casa.

Sente-se. 

Um dos programas vinculados ao Vão Ateliê. 

Histórias Absurdas da Arte. 

Um passeio por histórias insólitas, curiosas e absurdas envolvendo artistas, suas obras e episódios pouco conhecidos da história da arte. 

Roteiro, apresentação e edição: Lívia Batista 

Arte também é excesso, ruído e contradição. 

Cheguem junto.


16 de nov. de 2025

Entre um trago e um foda-se: leia a HQ 'O Filósofo da Maconha!'

Pra lembrar que ainda temos exemplares da história em quadrinhos O filósofo da maconha. 

Prepare o cérebro, aperte o baseado e vomite toda a desgraça burguesa! 

Não esqueçam,  malucos, malucas e maluques: chegou O filósofo da maconha, um quadrinho escatológico, lisérgico e anárquico com 126 páginas de pura hecatombe psico-filosófica. 

Um roteiro alucinado de Fabio da Silva Barbosa, com os traços cravados a canivete no papel do artista visual Diego El Khouri. Prefácio do gigante mutante Ciberpajé, selado no altar profano da Editora Merda na Mão, que cospe tinta punk e goza ácido nas impressoras. 

Aqui não tem espaço pra good vibes nem pra maconheiro de condomínio! 

É filosofia fumada até o talo, dialética mijada no ralo, Nietzsche desfigurado pela larica, e Platão reduzido a farelo na ponta de um beck sujo. 

É mais que HQ: é um ataque terrorista contra a caretice, uma masturbação mental em público, um grito esganiçado que ecoa das profundezas do intestino grosso da cultura underground. 

Quem lê, nunca mais volta. Quem não lê, que se exploda! 

Só pra quem encara a bad trip, abraça a escatologia e ri da própria insignificância diante do vácuo cósmico e da fumaça espessa. 

O filósofo da maconha: 

Não é sobre maconha — é sobre a falência absoluta do sentido!

Não é sobre filosofia — é sobre a pulsão de cuspir na cara do sistema!

 

Corre, vagabundxs, antes que essa merda acabe!

Só nas melhores sarjetas e becos sujos da cena independente!

Um arroto e um peido bem alto e fedido contra a caretice!

 

email: editoramerdanamao@gmail.com ou editoramerdanamao@yahoo.com

23 de out. de 2025

Das cinzas ao caos: a Editora Merda na Mão renasce como fênix

 

Por Diego El Khouri 

Os últimos meses da minha vida têm sido surpreendentes. Uma avalanche de acontecimentos tomou conta do meu cotidiano, porém, o trabalho nas sombras segue cada vez mais insano, produtivo e intenso. A Editora Merda na Mão nasceu com a proposta de publicar os impublicáveis e, nos primeiros anos — mesmo fudidos, sem grana, sem emprego e muitas vezes doentes — publicamos mais de 50 obras, organizamos festivais musicais, lançamos CDs e muito mais no campo cultural. Tudo isso com o intuito de contribuir de forma ousada, trilhando caminhos nunca antes explorados. Foram madrugadas e madrugadas dedicadas intensamente a esse intento. Nestes 5 anos de existência e resistência, não pegamos um único centavo dos autores que publicamos. É um trampo realmente na contramão de tudo que se vê por aí! 

Como todo trabalho de resistência, obstáculos imensos surgem a todo momento. Além disso, oportunistas — que vivem só de discurso e, na primeira oportunidade, revelam sua fraqueza e desonestidade — tentam se aproximar, pensando apenas em lesar financeiramente até um projeto como esse, que não visa lucro algum. Ser de verdade é pra poucos, tá ligado? 

No texto “Entre a Exclusão e o Renascimento: A Palavra Insurge”, falo um pouco sobre os próximos passos da Merda na Mão. Até quando esse projeto vai durar eu não sei, mas o que já foi feito até aqui é gigante demais — ainda mais sabendo que foi construído totalmente sem recursos financeiros, sem estrutura e enfrentando o demônio da luta feroz pela sobrevivência. Bagulho loko!!! 

Aqui, incansavelmente nas sombras, sigo reestruturando as coisas. Novidades estão por vir. Alguns projetos vão levar tempo, outros já estão em andamento. Tenho uma lista imensa e potente de ações: eventos revolucionários, ocupações de espaços, intervenções urbanas. 

Um exemplo é o projeto “Ruas e Cores: Hip-Hop em Tela” (acompanhe no Instagram @hiphopemtela), em que pretendo documentar e reinterpretar artisticamente a cena vibrante do hip-hop goiano. Vou capturar batalhas de rap, grafites e outras manifestações urbanas por meio da fotografia, que depois serão transformadas em pintura. Serão 12 telas pintadas, com uma parte significativa já finalizada. 

Outro trabalho em andamento é a série “Urbanidade e Memória — Arte Negra e Descolonização do Olhar em Aparecida de Goiânia”. Esse projeto valoriza e reconhece a importância dos artistas negros na cultura local, com a produção de 10 pinturas inéditas. Eu, Diego El Khouri, outsider da galáxia de Parnaso, vou representar artistas negros de Aparecida de Goiânia, cada pintura acompanhada de relatos que preservam e celebram suas histórias. A exposição propõe um novo olhar sobre diversidade cultural, unindo arte, memória e representatividade. Ambos os projetos contam com a produção de Lívia Batista, produtora cultural, pesquisadora, artista do movimento, especialista em inovação no setor público e idealizadora do Festival Itinerante de Vídeodança D’Olhar. 

Além disso, estou finalizando a HQ “Frida — A Advogada Mais Ousada do Brasil”, com desenho meu e roteiro do grande escritor Fabio da Silva Barbosa (que já não faz parte da equipe da Merda na Mão, mas ainda teremos outras colaborações, como a HQ “Carniça – A Apologia da Destruição – Substâncias Ilícitas, Crimes e Outras Especiarias”). Também não posso deixar de mencionar a HQ “XXI”, de minha autoria em roteiro e desenho — um trampo de 200 páginas já finalizado, que agora entra em processo de diagramação para, enfim, ser impresso como verdadeira dinamite da arte sequencial. 

Outro passo importante será a publicação da trilogia do poeta visceral Gutemberg F. Loki. Para isso, vamos utilizar pela primeira vez a plataforma de autopublicação Uiclap. 

Pra quem não conhece:

·       Autores independentes podem publicar seus livros gratuitamente, em versão impressa e/ou digital.

·       A impressão é sob demanda (o livro só é impresso quando alguém compra, evitando custos de tiragem).

·       O autor define o preço de venda e recebe royalties por exemplar vendido.

·       Os livros ficam disponíveis no site da Uiclap e em marketplaces parceiros.

·       É possível enviar capa e miolo prontos ou usar ferramentas da própria plataforma. 

Ou seja: uma forma de colocar um livro físico ou digital no mercado sem precisar de editora tradicional nem arcar com custos altos de gráfica. 

É a alternativa que encontrei para adiantar esses trabalhos. Essa plataforma só não publica HQ, mas para poesia e prosa é perfeita. Já estamos em outubro, não sei se conseguiremos lançar ainda este ano a trilogia do camarada Gutemberg, mas já fechei com um parceiro para a diagramação. Se não for em 2025, no início de 2026 essa obra estará no mundão! 

Então é isso, maloquerada!!! 

VOCÊS NÃO TÊM IDEIA DO QUE ESTÁ POR VIR!!! OS BAGULHO MAIS LOKO A GENTE NEM MENCIONOU AQUI, MAS JÁ ESTAMOS NOS BASTIDORES TRABALHANDO INCANSAVELMENTE PRA ARRANCAR DO MUNDO DAS IDEIAS E LANÇAR NO PLANO CONCRETO DA EXISTÊNCIA!!!

24 de abr. de 2023

‘Canto do povo - Raízes de liberdade’, de Guilherme de Andrade

Canto do povo – Raízes de liberdade é o primeiro livro de Guilherme de Andrade. O material apresenta a poesia combativa de Guilherme, ao mesmo tempo que exalta a favela enquanto lugar de pertencimento. A luta de classes, a fome e toda dificuldade que a população desfavorecida passa, estão presentes nestas páginas. Logo na dedicatória, o leitor pode ver o que o aguarda quando lê "Dedico este livro a todas as favelas e periferias do Brasil. E a todas as vítimas desse genocídio causado pelo Estado brasileiro contra o povo periférico." Caso tenha deixado a dedicatória passar batida, nas primeiras páginas ele vai se deparar com o poema abaixo:

Ancestralidade 

Meus ancestrais lutaram contra os bandeirantes
Meus ancestrais lutaram contra os senhores de engenho
Meus ancestrais lutaram por moradia 
Meus ancestrais lutaram contra o despejo
Meus ancestrais lutaram contra a fome
Meus ancestrais sempre lutaram para conquistar a liberdade
Eu, em pleno século vinte e um, continuo
Perpetuando essas lutas!


Tudo isso é apenas uma prova do que está por vir. Politicamente engajado, como um guerrilheiro das letras, Guilherme, a cada página, aprofunda-se nas camadas dos que não nasceram em berço de ouro. Nascido e criado no bairro do Maracanã, periferia de Santo André, São Paulo, o autor sabe bem do que está falando e, por isso mesmo, demonstra muita clareza em sua escrita. 

Canto do povo – Raízes de liberdade conta aproximadamente cinquenta poemas e teve uma boa recepção, o que rendeu uma segunda tiragem.

Então mergulhem neste universo, sendo guiado por quem conhece o terreno.

Para garantir o seu entre em contato por e-mail - editoramerdanamao@yahoo.com - ou através das redes sociais da Editora Merda na Mão.


Guilherme de Andrade
é um escritor que atualmente está em seu segundo livro. Nascido e criado no bairro Maracanã, Periferia de Santo André, São Paulo, fala em seus versos sobre uma realidade que sempre viveu. Ao mesmo tempo que exalta a favela e seus valores, hábitos e cultura, combate as dificuldades que cercam o cotidiano do lugar.

8 de abr. de 2023

'Zine: arte, resistência e ações pedagógicas', de Diego El Khouri Souza


Diego El Khouri Sousa, artista ativo em diversas áreas e um dos criadores da Editora Merda na Mão, lança pela editora Marca de Fantasia seu trabalho de conclusão de curso com 50 páginas. Neste espaço, o pesquisador escreve sobre os fanzines e seus autores. Zine: arte, resistência e ações pedagógicas, contribui para a construção do pensamento crítico/reflexivo sobre o universo dos zines e amplia o conhecimento nos processos de ensino e aprendizagem que utilizam essa mídia como recurso pedagógico. O foco são os espaços não-formais de educação e a intenção deste Trabalho de Final de Curso de Licenciatura em Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás foi analisar a potencialidade didática do zine, através de relatos e experiências de artistas, educadores e educadoras sociais com experiências em espaços carcerários no Brasil.

Para tanto, foi utilizada a abordagem da pesquisa bibliográfica, para selecionar os autores e autoras e sistematizar as relações entre conceitos, ideias e características dos projetos educativos nos quais o zine serviu como ponte para as ações. Por último, é apresentado um roteiro para o desenvolvimento de uma oficina de criação de zines, com a intenção de auxiliar o professorado e agentes culturais na construção de práticas pedagógicas que fazem uso da linguagem dos zines nos processos de mediação.

Para adquirir o seu, entre em contato através do site:
http://www.marcadefantasia.com

 

Diego El Khouri, o outsider da galáxia de parnaso -- Artista visual, poeta, ensaísta, contista, zineiro, cartunista, caricaturista, desenhista e um  dos idealizadores da  Merda na Mão,  editora que tem a proposta de publicar os impublicáveis, além de inúmeros outros projetos e ações.


Se quiser/puder colaborar conosco para que possamos continuar oferecendo - gratuitamente - a literatura contemporânea e extemporânea, você pode fazer uma doação de qualquer valor (de qualquer valor mesmo, viu?). As opções são:

ou PIX

23 de mar. de 2023

'Relatos de um rapero ateu de quebrada', de Rodrigo Katarse

 


Por Rodrigo Ktarse

Viva a literatura insurgente e combativa!

Como qualquer mano de quebrada, que não se submete aos condicionamentos de docilização dos corpos articulados pelos orquestradores do sistema capitalista, passei a compor o quadro de rebeldes insubmissos de quebrada, convivendo com tudo que as ruas de terra, becos e vielas têm a oferecer aos indesejáveis sociais. Mas para a infelicidade do sistema capitalista, a rua não só me mostrou o submundo da criminalidade e das drogas, mas também a psicologia das ruas e a filosofia do gueto, que, na adolescência, revolucionou minha forma de pensar a realidade violenta e cruel que nos dilacera cotidianamente. A realidade sangrenta que causa o morticínio dos debaixo, considerados descartáveis sociais para os opressores herdeiros da casa grande.

As ruas me apresentaram a cultura hip hop, na qual pude conhecer os cinco elementos desse movimento: Graffiti, DJ, MC, Break e o conhecimento político e social dos debaixo. Passei a ser mais um integrante do movimento hip hop. Desde então, sou mais um rimador insurgente dos guetos de Suzano.

Nessa trajetória do rap, o que mais me atraiu foram as letras de rappers que expressavam conteúdos políticos e contundentes em suas canções, como o grupo Facção Central, entre tantas mensagens de críticas profundas ao sistema capitalista, que esse grupo potencializa em seus raps, várias rimas do F.C me fizeram pensar e refletir sobre a ilusão de acreditar em Deus, dentre tantas destaco a seguinte: “No céu não tem Deus, só o Helicóptero da polícia descarregando a traka no fugitivo da delegacia!” 


Rodrigo Ktarse é integrante do grupo de rap Ktarse, ativista da periferia e educador social em ONG voltada ao pop-rua. Morador da Vila Fátima, bairro periférico de Suzano-SP, está na caminhada da cultura hip hop desde meados de 1998. Além do Relatos de um rapero ateu de quebrada, publicou o livro Inflamando pensamentos insurgentes no gueto. Fez parte do grupo de rap Drama Realista (1998/2006). Com o grupo Ktarse desde 2007, atua como rapero e compositor, tendo lançado os álbuns Gueto subversivo (2011), Inflamando a insurgência (2017) e A luta é pela vida (2021),  produzidos de forma autônoma e independente, sem vínculos com gravadoras, distribuidoras e demais empresas da indústria musical.

7 de mar. de 2023

'Renovaceno', de Ciberpajé


Renovaceno
é o álbum de quadrinhos do Ciberpajé (Edgar Franco). 

A obra tem o seu título inspirado no livro Novaceno, do cientista inglês James Lovelock, que apresenta um iminente novo mundo de inteligências artificiais avançadas com cognição dez mil vezes superior à nossa. Seremos vistos por elas como criaturas lentas e contemplativas, mas esses seres não nos dominarão, serão tão dependentes da biosfera quanto nós, assim humanos e pós-humanos atuarão juntos para garantir a sobrevivência da Terra e da humanidade. 

Pois bem, o Ciberpajé imagina o que advirá após o Novaceno, e em 13 HQs curtas apresenta seu Renovaceno, dividindo-o em um intróito chamado Transbinários, e três capítulos intitulados:  Transbiológicos, Transdigitais e Transcendentes, apresentando narrativas curtas baseadas em seu universo ficcional transmídia da Aurora Pós-humana.


Renovaceno conta com prefácio do artista multimídia e professor Dr. Octavio Aragão (UFRJ), e posfácios da arte cientista e professora Dra. Danielle Barros (IV Sacerdotisa da Aurora Pós-humana - UFSB) e do quadrinhista e professor Dr. Gazy Andraus (UFG). 


A obra tem tiragem inicial limitada e pode ser adquirida através do e-mail da editora:
editoramerdanamao@yahoo.com

Edgar Franco é artista transmídia, mago psiconauta e mentor da banda Posthuman Tantra. Formado em Arquitetura e Urbanismo, é pós-doutor em arte e tecnociência e professor da UFG. Iniciou a carreira como quadrinista aos 12 anos, publicando a HQ O filho de Lúcifer no fanzine Odisséia. A transmutação em Ciberpajé envolveu aspectos performáticos, sobretudo nas performances cíbridas realizadas pelo projeto Posthuman Tantra, nevolvendo vídeos, aplicações computacionais em RA (realidade aumentada), mágica eletrônica, figurinos exclusivos e ações artísticas criadas em parceria com os integrantes do grupo de pesquisa CriaCiber – Criação e Ciberarte, da FAV/UFG, coordenado por Franco.

24 de jan. de 2023

Zine 'Blasfemo' e as descidas aos infernos

Por Diego El Khouri 

Vísceras... Carne podre... Enxofre... Ruínas... Precipício... Hemoglobina...: Ingredientes fartos nesse caldeirão zinístico chamado Blasfemo, impresso publicado pela lisérgica Merda na Mão, editora que tem a proposta hercúlea de publicar os impublicáveis. É uma porrada no estômago, dinamite na cara dos desavisados. A edição número 1 foi publicada em meados de 2021, aquele aninho desgraçado que todos nós atravessamos, contém 12 páginas em folha A4 dividida ao meio. Nesse número inicial, praticamente recheado de cartuns e charges do início ao fim, conta com uma capa pesada: um pau duro (representando o capitalismo)  enfiando no cu (esse representando o  povo). Diego El Khouri, o outsider da galáxia de parnaso, autor desse escatológico trabalho, tinha como objetivo que cada capa do zine Blasfemo fosse intensa como uma faca na carne ou um murro na cara. Essas duas primeiras edições cumpriram a missão! 


A segunda publicação, lançada no segundo semestre de 2022, traz na capa uma clara evidência ao jornalista Vladimir Herzog, morto cruelmente pela ditadura em 1975. Essa ilustração já tinha saído em outro livro da EMNM, o Poesia Podre. Um poema do Fabio da Silva Barbosa também desenha as páginas delirantes desse zine punk, o resto são vômitos (versos, quadrinhos, desenhos) arrancados do âmago do ser sem pudor ou moral que assina suas viagens e reflexões como El Khouri. Aliás, o maloqueiro junkie Rimbaud já dizia no livro Estadia no Inferno que “a moral é a fraqueza do cérebro”.  


O zine Blasfemo é “cusparada de vinho e fel / hecatombe intestinal / cabeças cortadas / pus, porra, sangue e versos. Delirium tremens diante do estrume da vida vivida. Explosão de imagens mil. Tempestade e mormaço. As chagas expostas da existência sem firula, sem blá blá, blá, sem lero lero. 

O editorial da segunda edição exemplifica melhor a ideia e essência desse zine que tem como força motriz permanecer contínuo e visceral: 

garrafa cheia pela metade. outsider da galáxia de parnaso atravessando o século. “nada nas mãos ou no bolso”.  a solidão absoluta do idílico ou afetuoso. agora é só porrada no estômago.  choque nas genitálias. pau de arara. corpos incinerados. ruínas cadavéricas. terra devastada. a merda na mão é um ponto fora da curva. merda na mão: espaço underground de resistência e luta. merda na    mão   — delirium tremens no precipício.  apartidários.  à parte de tudo e de todos. conectado com a coletividade. paradoxo. explosão. agonia.  êxtase. asfixia contagiante. Zine BLASFEMO número 2: mais um vômito artístico da EMNM.... mais uma gota de sangue espalhada por aí. mais um veneno embriagante de liberdade criativa e sensorial. hemoglobina. estômagos com fome. cidades submersas. 

E pra finalizar, deixo um comentário assinado pelo professor, pesquisador, quadrinista e zineiro Gazy Andraus sobre o zine Blasfemo número 2: 

Um artezine acidamente crítico e que contrapõe a tecnologia (recortes e colagens) com o manuscrito e desenhado e afere um criticismo contundente em relação à arte e à censura  (Vladimir Herzog)!


Mais AQUI.

3 de dez. de 2022

Revista O Bule & Textifique Soluções em Textos

 

Olá de volta!

O Bule – o canal da literatura brasileira – surgiu em janeiro de 2010. De lá pra cá, o mundo mudou, O Bule saiu do ar, passamos por uma pandemia, O Bule voltou ao ar e agora está aqui, mais uma vez (agora como Revista O Bule), com o objetivo de divulgar aqueles que, em geral, possuem pouco espaço nos meios tradicionais de divulgação. Porque nós servimos aos amantes da literatura (vocês), continuamos com o nosso propósito, apesar de tantas dificuldades que o meio literário brasileiro nos apresenta diariamente.

Para que continuemos nossa história – de publicação e divulgação gratuita de centenas de autores e editoras brasileiros; de publicação de textos inéditos; de impulsionamento de carreiras; de criação de campanhas que ficam para a história desse restrito meio; de discussões polêmicas sobre o mercado editorial – estabelecemos uma parceria com a Textifique Soluções em Textos, uma empresa especializada em revisão e reescrita de textos, assessoria acadêmica e ghost-writer.

Assim, além de pedirmos paciência com as publicidades, convidamos vocês a conhecerem o trabalho da Textifique: https://www.facebook.com/textifique/

E se precisarem de algum dos serviços oferecidos, deem uma oportunidade para eles, tá? ;)

Um abraço!

17 de fev. de 2012

Guia Página Cultural

O Página Cultural nasceu em abril de 2007 com o objetivo de proporcionar a maior quantidade possível de informações culturais à população. Hoje, com aproximadamente 40 mil visitantes por mês e mais de 250 mil páginas visualizadas, o site é referência em Uberlândia e região para aqueles que procuram informações culturais de qualidade.
Guia Página Cultural
Agora apresentamos um novo produto, um novo meio de comunicação e divulgação de serviços: o Guia Página Cultural, que chega para atender a uma demanda de mercado, um espaço ainda não preenchido em Uberlândia, que se destaca na área de turismo de negócios em escala nacional e regional, classificada como uma das cidades brasileiras que mais sediam eventos internacionais, superada apenas por grandes centros, como São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Brasília.
Proposta Editorial
Nossa principal proposta editorial é oferecer gratuitamente aos uberlandenses e, principalmente, aos visitantes (turistas), uma publicação dirigida e especializada com conteúdo completo e selecionado, que supra a carência de informações no segmento de agendas de cultura, lazer e entretenimento, e com isso estimular e fomentar a cultura e o turismo da cidade, através da divulgação dos eventos e das potencialidades locais.
Guia e Site integrados
Com o lançamento do Guia Página Cultural, o investidor ganhará em dobro: anunciando no Guia, automaticamente ele terá o seu negócio divulgado também no site Página Cultural, onde novas seções serão criadas para atender a essa demanda: restaurantes, bares, cafeterias, lojas, etc.
Guia Página Cultural
Guia tipo pocket, de bolso.
Periodicidade: mensal.
Tiragem: 5 mil exemplares por edição.
Suporte: capa e miolo em papel couchê fosco.
Impressão: colorido, dobrado e grampeado.
Tamanho: 10 x 18 cm fechado.
Distribuição: hotéis, aeroporto, bares, restaurantes, cafeterias, livrarias e pontos de cultura.
Contatos Comerciais
Patrícia Masan | Jornalista
patriciamasan@gmail.com
(34) 8829-2470
Hugo Lopes | Ator
hugo_flopes@hotmail.com
(34) 8801-5273
Abaixo a primeira edição do Guia (nele, na seção Internet (p. 5), um release d'O BULE):

15 de nov. de 2011

II Sarau Literário via Twitter


{ Proclamação da República }

No Brasil, só se lembra do dia da Proclamação da República porque é feriado. Se cai no domingo, já era. Por que não comemorar essa data em grande estilo? Elevando, compartilhando, curtindo Literatura? Eis então a Twitteratura!

Essa é a ideia: lembrar de ser brasileiro sem precisar de uma Copa do Mundo. Não se trata de ufanismo. A ideia é fazer dum sarau um costume popular brasileiro, tendo como principal objetivo promover a Literatura, tenha ela que tema for: ufanista ou crítica social, amor ou ódio, esperança ou desapontamento, vida ou morte.

Vamos acabar com o mito de que "o brasileiro não gosta de ler". Você não gosta de ler? Nós gostamos. E gostamos de escrever também. E gostamos que os outros nos leiam. Aí está a oportunidade. Dia 15/11/2011, hoje, em comemoração à Proclamação da República do Brasil será realizado o II Sarau Literário via Twitter. Venha participar, compartilhe seus textos conosco e leia os textos alheios. Cada RT é aplauso!


NÃO HÁ REGRAS, mas algumas sugestões são úteis:

>>> Cuidado para não ser bloqueado durante o evento, visto que há um limite de tweets por dia;

>>> Não publique textos de terceiros: nós queremos ler a sua obra (não precisa ser inédita);

>>> Não divulgue blogs, sites ou similares durante o evento. Entenda isso como uma conversa durante uma declamação: não é o momento adequado para isso;

>>> Não publique outra coisa que não sejam textos literários, RTs e comentários;

>>> Quanto aos RTs, sugerimos que usem a ferramenta do twitter para isso, e não da forma manual: "RT @rogerssilva..."

>>> E por favor, divulgue e participe, o cartaz acima pode ser publicado em qualquer blog, site ou twitter; é só copiar a imagem. O s@rau não é nosso, mas sim de todos os twitteiros que vivem a Literatura no Twitter dia a dia, e para aqueles que querem entrar nesse mundo;

>>> Não se esqueça da hashtag #SarauBrasil

Gostou da ideia? Vai participar? Então leia aqui a página lista de presença e siga as instruções.


{ Organizadores }

Renan Osvaldo Pacheco e Daniele Souza Freitas são namorados, estudantes do último semestre do curso de Letras - Português/Inglês da Unisul. Os dois são autores do trabalho monográfico "Twitteratura: a arte de escrever em até 140 caracteres", orientado pela professora Cláudia Espíndola Gomes, defendido e aprovado em agosto deste ano.São também dois dos três organizadores do I Sarau Literário via Twitter, que aconteceu em junho deste ano.


{ Quem apoia }

* Para conhecer todos que apoiam o II Sarau Literário via Twitter, clique AQUI.

29 de out. de 2011

Quem faz a Revista Pâncreas

Os integrantes

Todos os integrantes da Revista Pâncreas são ligados profissionalmente (e amadoramente também) a uma ou mais linguagens artísticas, sendo que cada um é responsável por um setor da produção da revista. Além de suas funções, cada qual dá opiniões na dos outros quando eles se reúnem. Essas reuniões sempre acabam em comida e videogames. Os amigos, irmãos, mães, pais, namoradas, filhos(as), são sempre bem vindos e contribuem bastante com o processo de criação da revista.

Tabata Alves (tabata@revistapancreas.com)

Texto, revisão e administrativo.

Ela não é só isso. Ela também é a mãe do grupo, a que “puxa a corda” quando o balão das ideias vai muito longe, quem sempre cuida do lanchinho e que faz milagre com o sempre apertado orçamento. Responsável pela área de texto e revisão, também cuida da parte de texto do site e é responsável por toda a área administrativa da revista, como contatos, orçamentos, pagamentos, publicidade e afins.


Victor Duro (victor@revistapancreas.com)

Arte, ilustração, webmaster

Também conhecido como Ogro e Chico Linguiça matador de dragões. Dono de um peculiar senso de humor, sempre com uma provocação afiada na ponta da língua e um comentário sarcástico para colocar as coisas no seu devido lugar. É o responsável pelas ilustrações da revista, tanto autorais quanto as selecionadas a partir dos envios dos colaboradores, além de ser o webmaster do site, responsável pelo layout, conteúdo e multimídia.



Débora Carvalho (debora@revistapancreas.com)

Fotografia, imagens e identidade visual

Também conhecida como Francesca e Mimimi, é a política do grupo, sempre tentando agradar a todos. Prefere não entrar em polêmicas quando o pau quebra nas reuniões de pauta, dizendo o que pensa sem entrar em conflito com a geral. É a responsável pelas fotografias autorais da revista, além de selecionar as fotos dos colaboradores. Também cuida da imagem da revista como um todo, desde o projeto até a impressão, publicação online e afins.


Maysa Leandro (maysa@revistapancreas.com)

Elaboração, projeto gráfico, diagramação

A “menina monstro Celestino” é a piadista da turma, sempre fazendo todos rirem e sempre com uma novidade da internet. É a responsável pela diagramação da revista, pelo projeto gráfico e elaboração das edições. Também é responsável pelo site, na sessão de criação de conteúdo, papelaria e brindes da revista.


Amigo Oculto (amigooculto@revistapancreas.com)

ombudsman, Bombril e afins

Dedoes, Ogro, cabeção Bombril e afins, é o polêmico. Sempre gosta de confrontar, sempre divergindo da opinião da maioria, adora o que é diferente e briga por isso. É o Ombudsman da revista, responsável pelo contato com os leitores, com os colaboradores e pela parte de correio da revista, enviando exemplares solicitados, angariando contribuições e fazendo o nome da revista circular. Além de tudo isso, dá opinião em tudo, faz um pouco de tudo e polemiza sempre.


Colaboradores

Não apenas colaboradores, mas sim parte da própria revista, razão maior de sua existência, os colaboradores são garimpados entre amigos, conhecidos, amigos de amigos e conhecidos, através da internet e dos meios de comunicação. São pessoas que têm o que mostrar e não têm medo de dizer o que pensam, desenham, fotografam. Que entendem o conceito da revista e cedem suas obras para estampar a revista de forma colaborativa, o que será sempre motivo de agradecimento por parte do staff da revista.

A Revista Pâncreas sempre está atrás de novos colaboradores, para todas as suas áreas. Se você estiver disposto a dizer algo, desenhar, fotografar ou manifestar sua criatividade em outra forma gráfica de expressão, entre em contato com a Revista Pâncreas. Você será muito bem vindo à família!