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16 de set. de 2026

Bastidores da escrita: bate-papo com Rogers Silva


Neste episódio, Andréa Brandão recebe o escritor e colunista desta revista Rogers Silva, nascido e residente em Uberlândia-MG, para uma conversa sobre literatura, criação artística e seus projetos que transitam entre os livros e os filmes. 

Rogers Silva publicou contos, crônicas e artigos de opinião em sites, revistas, jornais e coletâneas. Em 2012, lançou Manicômio (contos e novelas), sua primeira obra literária, que está em 2ª edição em formato e-book. É também cofundador e colunista da Revista O Bule, espaço dedicado à literatura, ao cinema, às artes. No final de 2025, Rogers lançou seu segundo livro de contos, Ensaios sobre a total libertação (Editora Folheando) e seu primeiro curta-metragem, Estátuas sobre túmulos. Para 2026, pretende lançar seu segundo curta-metragem, Hoje eu pensei em você. 

Uma conversa para quem gosta de literatura, cinema e, principalmente, de conhecer os bastidores de quem transforma ideias em arte!

Assista no Youtube.

1 de set. de 2026

Escrever também é libertação

 

Você tem uma história ou uma ideia guardada e quer dar o primeiro passo para colocá-la no papel? 

Participe da nossa Live Especial: Como Escrever o Seu Primeiro Livro, um bate-papo imperdível sobre ideias, coragem, prática de escrita e apresentação da obra Ensaios sobre a Total Libertação (Editora Folheando), de Rogers Silva. 

O que vai rolar no encontro:

 

  • Como transformar ideias em um livro;
  • Processo de escrita na prática;
  • Dicas essenciais para começar (e terminar!) seu projeto;
  • Bastidores do trabalho de um escritor;
  • Apresentação oficial do livro com o autor. 

Convidados:

  • Lorraine Crozara (@lorrainecrozara)
  • Rogers Silva (@revistaobule)

📅 Data: 02/09 (Quarta-feira) 

⏰ Horário: 19h00 

📍 Onde: Ao vivo no Instagram (@lorrainecrozara e @revistaobule)


Coloque na sua agenda, prepare suas perguntas e venha fazer parte dessa conversa! 📚✍️

28 de ago. de 2026

Quando a literatura se olha no espelho: participe do II Enpel e do minicurso sobre metaficção

 

A literatura nunca foi um repositório passivo de histórias. A literatura é um território de disputa, um campo de resistência e, fundamentalmente, um exercício de alteridade. No contexto contemporâneo, discutir a produção textual é um imperativo para a manutenção da saúde democrática. É sob essa premissa — “Letras e promoção da democracia: narrativas, discursos e resistências” — que o II Encontro Nacional de Pesquisadores em Letras (II Enpel) e a Semana de Letras do IFTM Campus Patrocínio abrem suas portas. 

O evento ocorrerá entre 21 e 23 de outubro de 2026, em formato híbrido: presencialmente no Campus Patrocínio e com transmissões globais via YouTube. 

O minicurso de Rogers Silva 

Dentre as atividades, destacamos o minicurso “A metaficção na literatura: o texto autoconsciente”, que será conduzido pelo nosso colunista Rogers Silva (UFU) no dia 23 de outubro de 2026, às 16:00, no Campus Patrocínio. 

Rogers Silva transita entre a criação e a exegese: é escritor, pesquisador, roteirista e cofundador da Revista O Bule. Com doutorado em Estudos Literários e pós-doutorado em Literatura e Cinema, sua produção inclui as obras Manicômio (2012) e Ensaios sobre a total libertação (2025), além do curta-metragem Estátuas sobre túmulos (2026). Sua presença garante um debate que une o “fazer” literário ao pensamento crítico acadêmico. 

O que é metaficção? 

Imagine entrar em uma “casa de espelhos”. A diversão reside em aceitar a ilusão, mas a metaficção é o arquiteto que acende as luzes, aponta para as engrenagens e diz: “Veja como eu construí este truque”. Longe de ser um pedantismo técnico, a metaficção é um imperativo de honestidade. Ela rompe com a mentira do realismo tradicional para revelar que a linguagem não é uma janela transparente, mas uma estrutura mediada. 

O minicurso abordará as seguintes questões:

  • A ficção que se reconhece como artefato sistemático, questionando a ontologia da obra.
  • O colapso deliberado entre o mundo ficcional e o real, transformando o leitor em cocriador de sentido.
  • A exposição das entranhas narrativas, como a metalepse. 

Para conferir autoridade a essa jornada, o autor revisitará a “página preta” de Laurence Sterne em Tristram Shandy — um luto visual pela morte de um personagem que desafia a linearidade — e percorreremos os labirintos de Machado de Assis, Pirandello e Borges. 

Estudo de Caso: o livro Ensaios sobre a total libertação 

O curso utilizará a obra mais recente do próprio Rogers Silva como laboratório prático. O livro exemplifica como a metaficção pode ser, ao mesmo tempo, um jogo intelectual e uma ferramenta de urgência ética: 

1.   O autor como protagonista: No conto “antifadorogerssilva@yahoo.com.br”, o autor real se torna vítima de um stalker, borrando as fronteiras entre a identidade pública e a vulnerabilidade ficcional.

2.    Mise-en-abyme e colapso de níveis: Em “Drummond no Orkut”, o personagem João encontra o livro real Manicômio (publicado por Rogers em 2012), fazendo com que a ficção “engula” a bibliografia verídica do criador.

3.  A metaficção historiográfica e o trauma: No conto “A máquina-führer”, os personagens Curioso-menor e Curioso-Maior viajam no tempo para impedir que o autor seja responsabilizado pela criação do personagem Klaus Hoffman. O objetivo é evitar o suicídio do criador aos 30 anos, discutindo se um autor deve carregar o peso moral das tragédias que sua obra evoca. 

Por que participar? 

A metaficção nos ensina a desconfiar de discursos absolutos e a ler a própria vida como um “texto editável”. A metaficção exige que o leitor deixe a passividade de quem consome ilusões para assumir a postura crítica de quem compreende a engenharia das narrativas que moldam o mundo. 

Informações úteis & inscrições 

Garanta seu lugar neste diálogo essencial sobre a literatura contemporânea e a resistência democrática.

Esperamos por você no II Enpel!

15 de ago. de 2026

Mosaico da condição humana: o realismo cru e o lirismo fantástico em 'Manicômio'

  

Manicômio é uma coletânea de contos que convida o leitor a caminhar sobre a tênue linha que separa a sanidade da loucura. Muito além de muros e camisas de força, o verdadeiro hospício retratado na obra é o nosso próprio cotidiano: são as neuroses, a incomunicabilidade, as paixões destrutivas e os vazios existenciais que habitam as cidades e os lares modernos. Com fortes influências de grandes nomes da literatura — explicitamente presentes ou homenageados no texto —, o autor tece um mosaico profundo e poético sobre a condição humana. 

A coletânea transita por diferentes gêneros e atmosferas, garantindo que cada conto seja uma experiência única, mas todos unidos por desfechos impactantes. No campo dos dramas psicológicos e amorosos, narrativas como “Meus olhos verdes” e “Minha namorada de um amigo meu” exploram a vulnerabilidade masculina, as cicatrizes amargas da traição e as consequências drásticas de amores proibidos, não ditos ou sufocados pelo tempo. O abismo das relações interpessoais e a coisificação dos corpos surgem em contos existenciais como “Um voo entre as estrelas e o chão”, expondo o vazio de quem busca preencher suas fraturas com prazeres efêmeros. 

O autor, Rogers Silva, também mergulha nas dores silenciosas da juventude e na completa falência do diálogo familiar. Em “Uma viagem ruim” e “Uma viagem estática”, somos testemunhas impotentes de quartos trancados: o mesmo protagonista, sob pontos de vistas diferentes, esmagado pelo tédio e pela depressão, clama por socorro através de cifras de violão e rock, enquanto seus responsáveis permanecem surdos aos avisos da tragédia. Essa fragilidade da pureza inicial também ecoa no belíssimo “Clarissa”, um relato sensível sobre o fim abrupto da inocência infantil diante da fatalidade. 

Em contraponto ao realismo cru, a obra ousa ao adentrar o lirismo fantástico, o realismo mágico e a subversão teológica. O leitor é transportado para realidades poéticas onde a dor molda identidades alegóricas (“O mundo desencantado de Desseres”), anjos rebeldes desafiam as regras do universo por um amor profano e incondicional (“Amor-perfeito”) e o próprio Messias, atormentado na cruz, rebela-se contra o peso de ter que salvar uma humanidade corrompida (“A última revolta de Jesus Cristo”). A metalinguística – histórica e ficcional – se destaca em “Memórias de um espelho” (narrado por um espelho centenário que testemunha as hipocrisias dos lares do Rio de Janeiro desde 1808) e na delicada homenagem literária e espiritual de “Machado e Carolina”. 

Por último, o conto-título “Manicômio” amarra o conceito central do livro. Guiado por um narrador intruso, irônico e metalinguístico, a história cruza a trajetória simultânea de diversos personagens da cidade — famílias alienadas pela televisão, jovens em busca de identidade, amigos afogando mágoas em bares — até colidi-los no mesmíssimo instante, escancarando a violência, o racismo e a completa imprevisibilidade da vida urbana. 

Manicômio é uma leitura provocativa. Sem entregar respostas fáceis, a obra nos oferece um espelho para as nossas próprias angústias, lembrando-nos de que as maiores tragédias costumam espreitar nas pequenas escolhas e naquilo que deixamos em silêncio. 

 

“Caro Rogers, tua literatura não é para os leitores comuns, é para os raros, ou só para os loucos, como queria Hermann Hesse, no romance O lobo da estepe. A densidade discursiva vem da complexidade existencial das personagens e do narrador, que sofrem intelectualmente, ou seja, bem mais profundamente do que as pessoas comuns já sofreram ou vão conseguir sofrer em toda sua mísera existência”.

(Nelson de Oliveira, escritor)


O e-book do Manicômio está disponível na Amazon.

26 de mai. de 2026

'Ensaios sobre a total libertação', de Rogers Silva, no 1º Encontro Literário

 

Ensaios sobre a total libertação é um livro com quatro narrativas. “Drummond no Orkut”, a primeira, é um breve recorte da vida de João, que ao sentar-se num banco de uma praça no intervalo do seu almoço, se depara com um livro. Primeira leitura de sua vida, também será, para ele, um desconcerto e uma descoberta. Por meio das tramas e dos personagens, vai descobrindo-se a si mesmo. 

Em “A máquina-führer”, uma máquina, criada por um alemão a mando de Hitler na década de 1930, permite aos dois protagonistas (o Curioso-menor e o Curioso-Maior) irem a qualquer tempo, espaço ou mente humana. O que parece uma aventura despretensiosa possui, na verdade, outro propósito: não deixar que Rogers Silva, autor da história que ora se constrói, ser culpado pela Segunda Guerra Mundial. Os personagens precisam correr contra o tempo, porque senão – se essa tragédia ocorrer (não a Guerra, mas o autor ser o culpado por Ela) – ele se suicidará aos trinta anos. 

Em “Ensaio sobre a libertação total”, a partir dos termos “É isso aí” e “Vai lá”, Jéferson cria uma filosofia, retomando clássicos da filosofia antiga e moderna. Porém, a vida transcende e sufoca discursos e filosofias – é o que a crueza da vida vai provar para ele, que precisa resistir tanto aos tempos de ditadura quanto à sua alergia. 

Em “antifadorogerssilva@yahoo.com.br” o autor, Rogers Silva, é também o protagonista da história. Alguns anos após a publicação de Paraíso, seu primeiro romance, aos dezoito anos, um fã incomum (um antifã, na verdade) começa a persegui-lo em todos os seus passos. O que parece uma brincadeira, transforma-se numa história de suspense e terror, com todos os clichês possíveis do gênero. 

Ensaios sobre a total libertação é uma reflexão não apenas sobre a capacidade da linguagem e da literatura de criar vidas (e da influência da ficção sobre a realidade), mas também uma reflexão sobre a vida real: esta. Valendo-se de temas universais, traduzidos de modo local (na maioria das vezes em espaços bem definidos), esse livro trata de dores, anseios e angústias de todos os seres. É um brinde à literatura-vida.


Título: Ensaios sobre a total libertação
Autor: Rogers Silva
Gênero: contos: literatura brasileira
Páginas: 150
Formato: 13x18cm
Editora: Folheando (1ª edição, 2025)

Onde comprar?

No estande da Editora O Bule: dias 27 e 28 de maio, no 1º Encontro Literário da Biblioteca Municipal de Uberlândia, no Centro Municipal de Cultura (antigo Fórum) - Praça Prof. Jacy de Assis - s/n - Centro, Uberlândia - MG.

Sobre o autor:

Rogers Silva nasceu e mora em Uberlândia-MG. Publicou contos, artigos de opinião e resenhas em sites, revistas, jornais e coletâneas de livros. Em 2012 publicou Manicômio (contos e novelas), sua primeira obra literária. Em 2025/26, o seu primeiro curta-metragem, Estátuas sobre túmulos, está sendo lançado. É cofundador e colunista da Revista O Bule (www.revistaobule.com.br). Está em www.rogerssilva.com.br. Atualmente se dedica à escrita de roteiros para o cinema.

4 de fev. de 2026

Quem é Rogers Silva na fila do pão?

A identidade literária de Rogers Silva não pode ser dissociada de sua origem no bairro Alvorada, em Uberlândia, Minas Gerais. Sua trajetória é marcada por uma transição significativa da sobrevivência econômica para o rigor da academia. Durante sua juventude, Rogers atuou como vendedor de pamonha, laranjinha (geladinho), sorvete, pastel, uma experiência que ele descreve como fundante para sua percepção da realidade urbana e das dinâmicas sociais. Esta vivência na periferia urbana de Uberlândia forneceu-lhe uma "biblioteca de vivências" que, anos mais tarde, seria transmutada em ficção.

A educação de Rogers deu-se integralmente em instituições públicas, com destaque para a Escola Estadual Lourdes de Carvalho, do Bairro Alvorada, Uberlândia/MG. Um ponto de inflexão crucial em sua jornada foi o início tardio da leitura literária. Diferente de muitos escritores que crescem cercados por livros, ele só teve seu primeiro contato profundo com a literatura aos 18 anos, impulsionado pela necessidade de preparação para o vestibular de Letras na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Esse encontro tardio com autores como Machado de Assis, Lygia Fagundes Telles e Carlos Drummond de Andrade não foi um impedimento, mas sim um catalisador de um interesse voraz que o levou a se dedicar tanto à escrita de ficção quanto à escrita de textos acadêmicos sobre literatura. 

O percurso acadêmico de Rogers Silva influenciou diretamente sua produção criativa. Entre 2013 e 2021, ele viveu um hiato na ficção para dedicar-se à escrita técnica e acadêmica, produzindo resenhas, artigos, tese, etc. Este período de silêncio criativo ficcional foi, na verdade, um momento de maturação estilística. O estudo profundo de Carlos Drummond de Andrade, tema de seu doutorado, permitiu-lhe compreender a mecânica da poesia e da prosa curta, influenciando a densidade e a precisão de seus novos textos. 

Quer conhecer um pouco mais sobre Rogers Silva, escritor e colunista d’O Bule? Acesse o Vozes do Cerrado!


22 de jan. de 2026

O Vozes do Cerrado mergulhou nos abismos da alma e na potência da arte!

Crisântemo, de Rogers Silva e Gustavo Coelho, é o ponto de partida para um bate-papo sobre como a literatura e o rock se fundem para narrar a superação de traumas e a busca pela sanidade. 

Mergulhe fundo nessa "sinfonia existencial" e descubra como a escrita pode ser um refúgio para o luto traumático de Carlos, o protagonista, que transforma o silêncio em um grande ruído e se apoia na arte para processar essa dor. 

Descubra: 

  • a estrutura diferentona da obra, onde cada capítulo é batizado com um clássico do rock, de Alice in Chains a Legião Urbana;
  • o funcionamento da escrita a quatro mãos: Rogers, doutor em Estudos Literários, e Gustavo, apaixonado pela cultura Geek e designer da capa, revelam como foi o processo criativo compartilhado dessa narrativa impactante;
  • como as letras das músicas espelham o estado mental do personagem e criam uma verdadeira playlist emocional para o leitor. 

É uma conversa fundamental sobre saúde mental, o poder da amizade e a força da literatura produzida no Brasil! 

Se você perdeu essa conversa ou quer rever cada detalhe, o episódio completo já está disponível no Youtube:




Para obter o e-book de Crisântemo, clique AQUI!

20 de jan. de 2026

Quando a lógica da vida falha, o que resta?

Você já se fez esse questionamento? 

O episódio do Vozes do Cerrado desta terça-feira, 20 de janeiro, é dedicado àqueles que encontram na arte uma forma de sobreviver. Recebo os autores Gustavo Coelho e Rogers Silva para um bate-papo profundo sobre o livro Crisântemo. 

A obra é uma experiência sensorial onde cada capítulo é batizado com uma canção — de Alice in Chains a Legião Urbana. Cada página é um convite para entender os abismos da mente humana e a música como estrutura da alma. 

Vem descobrir como essa “sinfonia existencial” foi criada e como a literatura se funde ao rock nesta narrativa impactante. 

Anote aí: Terça-feira, 20 de janeiro, às 19h30.


AQUI. 


Esperamos vocês para essa conversa imperdível!

19 de jan. de 2026

As diversas referências literárias de ‘Ensaios sobre a total libertação’

Por Rogers Silva 

Olá! 

Ao ler um livro, vocês já sentiram que ele é uma conversa entre vários escritores, filósofos, intelectuais e artistas?

Em Ensaios sobre a total libertação, eu decidi brincar com a metaficção e a intertextualidade e criar um verdadeiro labirinto de referências. Para quem ama, em especial, a literatura, o livro está cheio de "easter eggs"!

Olha só quem você vai encontrar:

 

  • Carlos Drummond de Andrade: É o autor da epígrafe do livro Manicômio, encontrado num banco de uma praça por João. Seu nome também compõe o título do primeiro conto: "Drummond no Orkut". É autor do livro do poema "A um ausente", transcrito no perfil do Orkut de Maria Angélica; autor do livro de poemas A rosa do povo, analisado no projeto de mestrado (“A máquina-führer”). Eita, Drummond!
  • Machado de Assis e José de Alencar: citados no conto “Drummond no Orkut”, quando João, o protagonista, lê o livro Manicômio. 
  • Campos de Carvalho: Escritor real, mineiro, tomado como personagem e autor (ficcional) de “Beócia carta para um mundo igualmente etc.”, sua derradeira obra. Seu romance A lua vem da Ásia é um dos objetos de análise do projeto de mestrado de Sinvaldo Júnior – tudo isso acontece no conto "A máquina-führer". 
  • Belchior: Mencionado como o autor de uma música que ainda será composta. 
  • Thomas Hobbes: Referenciado na expressão "Thomas no Hobbes", usada pelos personagens do conto "Ensaio sobre a libertação total". Sua ideia de que "o homem é o lobo do homem" (homo homini lupus) é citada e contrastada com a Filosofia Libertadora, criada pelo personagem Jéferson. 
  • John Locke: Referenciado na expressão "John no Locke" e mencionado entre os grandes filósofos com os quais a Filosofia Libertadora se compara. 
  • Karl Marx: Mencionado em discussões sobre socialismo, é citado por ter acertado que "a filosofia deve incidir sobre a realidade", de acordo com o grupo de Jéferson ("Ensaio sobre a libertação total").
  • Sócrates: Citado nas reflexões sobre a Filosofia Libertadora. É referenciado por sua máxima de que o "filósofo é aquele que nada sabe" e por seu lema "Conhece-te a ti mesmo", que é complementado para incluir o inimigo. A falsa modéstia do Grandefilósofo é comparada à de Sócrates. 
  • Platão: Mencionado em dois contextos: primeiramente, como um dos filósofos que substituiu na vida de Jéferson temas como atrizes e futebolistas; e em uma comparação da Filosofia Libertadora com a Teoria das Ideias (mundo sensível e mundo inteligível). 
  • Aristóteles: Mencionado pela definição de filósofo (aquele que tem a totalidade do saber possível) e pela definição de sofista. 
  • Friedrich Nietzsche: Referenciado na comparação com a Filosofia Libertadora, através dos conceitos de "homem" (fase estática) e "super-homem" (fase dinâmica), e citado, de forma paradoxal, com um verso da Bíblia. 
  • Guimarães Rosa: Autor do livro Sagarana, classificado como "excelente" em “antifadorogerssilva@yahoo.com.br”. Seu conto "O espelho" também é citado por Jéferson e seu livro Primeiras estórias é mencionado como um livro que o protagonista do conto “Ensaio sobre a libertação total” ainda não tinha lido.


  • Sófocles: Autor da obra Édipo Rei, lida por Jéferson, que cita um verso dela. 
  • René Descartes, Rousseau, Kant, Auguste Comte: Mencionados entre os grandes filósofos para comparação com a Filosofia Libertadora, de Jéferson. 
  • Érico Veríssimo: Mencionado como o autor do livro Clarissa, classificado como "muito mais ou menos", por Rogers, o protagonista de “antifadorogerssilva@yahoo.com.br”. 
  • Rachel de Queiroz: Citada como a autora de O quinze, considerada uma obra "aceitável pra um autor estreante", também no conto “antifadorogerssilva@yahoo.com.br”. 
  • Clarice Lispector: Mencionado como a autora de Perto do coração selvagem, classificado como uma "ótima estreia". 
  • José Lins do Rego: Mencionado como o autor do livro Menino de engenho, classificado como "até bonzinho". 
  • Jorge Amado: Mencionado como o autor de O País do Carnaval, que "foi bem aceito, mas nem se compara ao meu", dito por Rogers por conta do seu primeiro romance publicado, Paraíso. Está em “antifadorogerssilva@yahoo.com.br”. 
  • Gabriel García Márquez: Autor do livro O outono do patriarca, de onde é retirada a epígrafe do conto “antifadorogerssilva@yahoo.com.br”. 
  • Luigi Pirandello, Jorge Luis Borges, Paul Auster: Autores cujas obras curtas Rogers Silva leu em busca de inspiração para o final do seu conto “antifadorogerssilva@yahoo.com.br”. 
  • Augustina Bessa-Luís: Autora de A sibila, citada no caderno de anotações de Rogers Silva. 
  • Ignácio de Loyola Brandão: Autor de O anônimo célebre, citado no caderno de anotações de Rogers Silva. 
  • Rogers Silva (eu mesmo): O livro Manicômio é achado por João, personagem do conto “Drummond no Orkut”. Rogers também é o tema central da história "A máquina-führer", onde é mencionado como o autor que criou o personagem Klaus Hoffman e, por consequência, seria considerado o "Grande Culpado" pela Segunda Guerra Mundial, o que o levaria ao suicídio. Rogers (eu mesmo) também é o protagonista de “antifadorogerssilva@yahoo.com.br”. 

Obras literárias lidas e discutidas em Ensaios sobre a total libertação:

 

  • Manicômio: O livro encontrado por João na praça, escrito por Rogers Silva (eu!). As narrativas do livro são lidas pelo personagem João. 
  • Paraíso: O primeiro romance publicado por Rogers Silva, escrito entre os dezesseis e dezessete anos e tema de discussão entre o autor e seu "perseguidor" em “antifadorogerssilva@yahoo.com.br”. 
  • O quinze: Livro de Rachel de Queiroz, comparado à obra de estreia de Rogers Silva. 
  • Perto do coração selvagem: Livro de Clarice Lispector, comparado à obra de estreia de Rogers Silva. 
  • Sagarana: Livro de Guimarães Rosa, comparado à obra de estreia de Rogers Silva. 
  • Menino de engenho: Livro de José Lins do Rego, comparado à obra de estreia de Rogers Silva. 
  • Clarissa: Livro de Érico Veríssimo, comparado à obra de estreia de Rogers Silva. 
  • O país do carnaval: Livro de Jorge Amado, comparado à obra de estreia de Rogers Silva. 
  • A lua vem da Ásia: Romance de Campos de Carvalho, analisado no projeto de mestrado, em paralelo com A rosa do povo, por um personagem que surge em “A máquina-führer”. 
  • A rosa do povo: Livro de poemas de Carlos Drummond de Andrade, analisado no projeto de mestrado. Aparece no mesmo conto. 
  • Visão 1944: Poema de A rosa do povo de Drummond, citado no projeto de mestrado. Aparece no mesmo conto. 
  • Édipo Rei: Obra de Sófocles, indicada por um amigo a Jéferson e lida por ele, que cita um verso. 
  • A um ausente: Poema de Carlos Drummond de Andrade transcrito no perfil do Orkut de Maria Angélica. 

Quer descobrir mais referências? Estão lá no Ensaios sobre a total libertação.

Rogers Silva é escritor e roteirista. Mineiro, nasceu e mora em Uberlândia, Minas Gerais. Publicou diversos contos em sites, revistas, jornais e coletâneas. É cofundador da Revista O Bule. É autor dos livros Manicômio (independente, 2012) e Ensaios sobre a total libertação (Editora Folheando, 2025) e dos curtas-metragens Estátuas sobre túmulos (2025) e Hoje eu pensei em você (2025). É papai da Clarissa e já plantou uma árvore. Atualmente se dedica ao cinema (roteiro e direção) e à escrita do seu primeiro romance. Possui um blog.

28 de nov. de 2025

CorraAtrásDessesFilmes (4ª edição)

 Por Rogers Silva

A melhor mãe do mundo – Da famigerada Anna Muylaert, o filme é delicado e impactante ao mesmo tempo. Sabe aquele filme que não parece filme, mas a realidade acontecendo? Saiba, leitor, que isso no cinema é dificílimo: encaixar a realidade do mundo nas câmeras das lentes é coisa de mestre. Anna conseguiu a naturalidade em tudo: nos cenários, nos personagens, nas atuações – em tudo. #CorraÀNeflix

DNA do crime (série) – Trata-se de uma obra policial brasileira – e do assunto abordado nesse tipo de obra a gente entende! É essa a impressão que tenho quando assisto a um filme ou série policial produzida em nosso país: que tudo é muito mais verossímil e, dada a nossa realidade inverossímil, não é necessário apelar para pulos entre prédios, explosões desnecessárias, fugas mirabolantes, etc. Basta uma boa pesquisa, uma boa história, inseri-la em espaços conhecidos do público (como DNA do crime fez) e torcer para que haja dinheiro para produzi-la. Esta série conseguiu tudo isso! #CorraÀNetflix


Rogers Silva é escritor e roteirista. Mineiro, nasceu e mora em Uberlândia, Minas Gerais. Publicou diversos contos em sites, revistas, jornais e coletâneas. É cofundador da Revista O Bule. É autor dos livros Manicômio (independente, 2012) e Ensaios sobre a total libertação (Editora Folheando, 2025) e dos curtas-metragens Estátuas sobre túmulos (2025) e Hoje eu pensei em você (2025). É papai da Clarissa e já plantou uma árvore. Atualmente se dedica ao cinema (roteiro e direção) e à escrita do seu primeiro romance. Possui um blog.

8 de ago. de 2025

E se não pudermos ver o que elas veem?

 

"Estátuas sobre Túmulos" é um curta-metragem de ficção do gênero drama, com aproximadamente 14 minutos de duração. Inspirado na pandemia de Covid-19 – um momento crucial para a humanidade –, o filme não se propõe a exibir as imagens repetidamente mostradas durante aquele período, mas tratá-la sob um ponto de vista original: em cima dos seus túmulos, uma do lado da outra, duas estátuas de cemitério veem e comentam, perplexas, o resultado de toda tragédia: a morte. O telespectador, assim, relembra e/ou imagina os eventos a partir da perspectiva das estátuas que, através do diálogo que travam durante cinco dias seguidos, narram tudo em detalhe. 

Após um século, as duas estátuas notam o crescente movimento no cemitério e iniciam uma conversa. Antes, os enterros eram esporádicos; agora, a cada dia, deparam-se com múltiplos sepultamentos, alguns à noite, sob a luz do luar e de lanternas. Estaria o mundo em guerra? Mas onde o barulho das bombas? Estariam os mortos deformados? Por que caixões plastificados? São muitas as questões que elas, como observadoras atentas de cada detalhe, tentam responder. 

“Estátuas sobre túmulos”, um curta-metragem de ficção inspirado em um momento crucial para a humanidade, é uma visão crítica e crua sobre a vida humana e a humanidade. A arte, entre outras funções, serve para nos impedir de esquecer o que não pode ser esquecido: a naturalização da barbárie e a importância da vida. Um novo dia, nesse mundo, vale mesmo a pena?


Equipe 

Rogers Silva [roteiro, direção e produção executiva]

Iara Helena Magalhães [direção de arte e assistente de direção]

Thaneressa Lima [montagem]

Lucas Mendonça Cecchino [direção de fotografia]

Cassio Ribeiro Silva [direção de som]

Rubia Bernasci [direção de elenco]

Vitor Fernandes [Estátua-homem]

Anna Júlia EJ [Estátua-mulher]


Saiba onde assisti-lo.

7 de mai. de 2023

CorraAtrásDessesFilmes (3ª edição)

 

Por Rogers Silva 

Skins (série) – uma série sobre adolescentes como tantas outras, mas esta – diferente de tantas outras – possui personagens complexos, temas delicadíssimos e situações desconcertantes. Ademais, mergulha nos desafios da juventude do século XXI, abordando temas como drogas, sexualidade, transtornos mentais e identidade de gênero (antes que isso fosse modinha), com uma abordagem crua e realista. Skins oferece uma visão sem filtro da vida de vários adolescentes/jovens, muitas vezes dolorosa. Mais: atuações excepcionais, trilha sonora arrebatadora e britânica (e não estadunidense) – simplesmente impactante! #CorraÀNetflix 

Kitz (minissérie) – Kitz é aquela série sobre a qual o ChatGPT e o Google possuem poucas informações. Uma série sobre jovens adultos, considero uma das grandes surpresas dos últimos tempos da minha lista. Com espaços e fotografias deslumbrantes, a história gira em torno de Lisi, que quer porque quer vingar a morte (por acidente de carro) do seu irmão. Obsessiva, Lisi se envolve com pessoas e um mundo que não é seu, afastando daquele que antes era. Tem mistério, tem romance, tem crítica social (apesar de se passar numa pequena e desenvolvida cidade da Áustria). #CorraÀNetflix


Rogers Silva é escritor. Profissionalmente, trabalha com leitura crítica e revisão de textos. Mineiro, nasceu e mora em Uberlândia. Publicou diversos contos em sites, revistas, jornais e coletâneas. É cofundador da Revista O Bule. Autor do livro Manicômio (narrativas ficcionais), dos e-books Sobre seres que bradam luz (2021), Ensaios sobre a total libertação (2022) e Quando tudo era ruína, amor (2022), é também papai da Clarissa. Tuíta em @rogerssilva.

10 de abr. de 2023

A literatura brasileira está fadada ao fracasso? - Malagueta #39


Por Rogers Silva
 

A literatura brasileira, embora tematicamente profunda e esteticamente rica, parece estar sempre sendo renegada. Parece? Não só parece. Vejamos a lista dos vinte e cinco (25) livros mais vendidos da Amazon em 2022. Há nela apenas um representante da literatura brasileira: Torto arado, de Itamar Vieira Jr. Com exceção de mais uma obra brasileira (Do mil ao milhão. Sem cortar o cafezinho, de Thiago Nigro), do tipo autoajuda que não ajuda mas também não atrapalha, todos os outros da lista são estrangeiros. 

A literatura estrangeira possui enorme popularidade no Brasil. A brasileira, não muito. Muito pouca, na verdade. Por que será? Há muitas razões pelas quais a nossa literatura tem sido relegada a segundo/terceiro/último plano, e não daremos conta de todas elas, óbvio. Mas vamos tentar refletir sobre algumas, certo? Certo. 

Em primeiro lugar, muitas pessoas acreditam que a literatura brasileira não é tão bem escrita quanto a literatura estrangeira. Os leitores médios (em especial os pré-adolescentes, adolescentes, jovens, jovens adultos) costumam crer nessa mentira cabeluda. É mais ou menos o que ocorria quando minha geração era criança/adolescente/jovem: acreditávamos que nos EUA se fazia o melhor cinema do mundo sem, ao menos, conhecermos o cinema de qualquer outro local do planeta. Ou seja, uma boa parte dos leitores brasileiros (que, sabemos, são poucos) não dá nenhuma (ou pouca) chance para a literatura brasileira por conta de pré-conceitos, em geral, equivocados. 

Em segundo lugar, muitas pessoas argumentam que a literatura brasileira é muito regionalista e, por incrível que pareça, não se conecta com o público brasileiro. Acredito que é preciso ser regional para ser universal, como dizem muitos críticos e escritores. Alguns precisam olhar no fundo de si e dos seus para conseguir enxergar aquilo que o ser humano possui de mais universal e, em consequência, consigam falar com o maior número possível de pessoas. Em casos extremos, como no caso “Guimarães Rosa”, compreendê-lo é de fato difícil, não só por conta das temáticas abordadas, mas sobretudo pela linguagem criada/utilizada. Guimarães é um famoso desconhecido no seu próprio país. 

A forma como a literatura brasileira, em geral, lida com questões universais passa bastante por questões regionais. Poucos autores/obras essencialmente urbanos(as) conseguem ser tão universais quanto os ditos regionais, como Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, João Cabral de Melo Neto, Carlos Drummond de Andrade (um misto de regional e urbano), Erico Verissimo, etc. O fato de parte dos leitores não conseguirem se conectar com a obra regional/universal da literatura brasileira diz muito mais sobre a população brasileira, que tem dificuldade de se enxergar, do que necessariamente sobre os escritores. Inclusive, essa questão é tese de muitos sociólogos brasileiros. 

Em terceiro lugar, muitas pessoas argumentam que a literatura brasileira não é tão inovadora quanto a literatura estrangeira. Ledo engano. Ao contrário, boa parte da literatura brasileira sofre da Síndrome do Experimentalismo (o cinema sofre dessa mesma Síndrome), e muitos escritores acreditam piamente que para ser excelente ou genial precisa ser, necessariamente, experimental. Em outros países, ao contrário, muitos escritores (e cineastas) só escrevem seguindo modelos, padrões, jornadas de heróis, etc., o que facilita na identificação e comercialização das suas obras. Há um padrão, e poucos fogem desse padrão. Sabe aquela sensação de já ter lido aquela história em outro lugar? Será algo bem recorrente se um leitor começar a acompanhar as ficções estadunidenses best-sellers, por exemplo. Se acompanhar as obras literárias ficcionais brasileiras, é pouco provável que o leitor tenha essa sensação. 

Além disso, a falta de investimento e apoio à literatura brasileira (pelos próprios escritores, pelo Estado, pelos leitores, pela sociedade em geral) é um fator importante para o seu desprestígio em relação à literatura estrangeira. Os escritores brasileiros muitas vezes lutam para conseguir publicar seus livros e ganhar o mínimo de reconhecimento (uns 100 leitores, por exemplo). Enquanto isso, os escritores estrangeiros são frequentemente promovidos e apoiados por editoras e por seus governos. Chegam aqui com uma estrutura de marketing e comunicação que pouquíssimos escritores brasileiros possuem. Pouquíssimos mesmo. Em uma corrida de 30 quilômetros, um escritor iniciante brasileiro sai da linha da largada e alguns escritores estrangeiros saem no quilômetro 29º. Qual a chance de um escritor brasileiro ganhar essa competição? 

Um escritor brasileiro pode ter escrito uma obra excelente, genial, interessantíssima, etc., mas a chance de ter uma divulgação e distribuição competentes é quase nula. Ou seja, a chance de muitas pessoas terem acesso à sua sinopse é pequeníssima, imagina à obra impressa! Em geral, o próprio autor é o divulgador e distribuidor do seu livro. Sua capacidade de projetá-lo é mil vezes menor do que a de um autor estrangeiro renomado que fez sucesso no seu país de origem, cuja obra é publicada/distribuída por uma grande editora brasileira. É uma concorrência desleal. 

Soma-se a isso os escritores que, ainda na segunda década do século XXI, vivem numa redoma (aquela construída há séculos e destruída há décadas). Acreditam que sua única função no mundo é escrever e a função dos outros, seus serviçais, é divulgar sua genialidade. É bastante comum encontrar essa peça no meio literário. Ele/ela envia um texto para uma revista e fica, de tempos em tempos, inquirindo os editores (quase sempre escritores que trabalham sem ganhar um centavo) se já leram seu texto, se vão publicá-lo, quando vão publicá-lo, enfim. Ele é chato. Ele quer porque quer que todos descubram e aceitem sua genialidade, mesmo que ilusória. Muitas dessas peças só divulgam sua própria literatura, não prestigiam seus pares, acham que estão acima de tudo e todos e juram – santa ingenuidade! – que vão fazer sucesso. Em geral, só leem os clássicos, são blasés e escrevem uma literaturazinha ultrapassada. 

A literatura brasileira tem muito a oferecer e merece mais reconhecimento e valorização. É uma literatura diversa em suas formas e temáticas. Precisamos – a começar pelos próprios escritores – apoiar nossos escritores e investir (leitura, tempo) mais em nossa literatura. Precisamos divulgá-la sem dó e vergonha. Precisamos criar campanhas de leitura com foco na literatura brasileira (contemporânea). Precisamos encher os eventos e lançamentos, nem que seja com escritores que leem escritores. Precisamos criar redes (de leitura, de divulgação, de distribuição mútua). Também precisamos mudar nossa mentalidade em relação à literatura brasileira e aprender a nos reconhecer nela. Devemos parar de menosprezar nossa própria cultura e aprender a celebrá-la. Devemos nos orgulhar de nossos escritores e obras literárias e reconhecer seu valor e importância para nossa sociedade. Um povo que tem vergonha da própria identidade é um povo que tenta, a todo momento, dar um pé na própria bunda.


Dicas subjacentes a outros escritores: 

  • Seja bom, mas não precisa ser experimental o tempo todo. Leia os clássicos, mas leia os contemporâneos também.
  • Seja acessível. Não seja arrogante. Não se considere o novo gênio da última semana. Nada mais irritante do que escritor blasé.
  • Não tenha medo de divulgar sua própria literatura, se acredita de fato nela. No entanto, nada custa divulgar autores/amigos em cuja literatura você também acredita. Não seja egocêntrico.
  • Hoje, além de escritor, é necessário que você: tenha conhecimentos de publicidade e propaganda, internet, mercado editorial, redes sociais etc.; seja vendedor do próprio livro; seja distribuidor do próprio livro; promova eventos artístico-literários. Não tenha medo de usufruir de ferramentas de outras áreas. Ou seja, não acredite que o texto literário basta. É uma dura realidade, mas não basta.

Rogers Silva é escritor. Profissionalmente, trabalha com leitura crítica e revisão de textos. Mineiro, nasceu e mora em Uberlândia. Publicou diversos contos em sites, revistas, jornais e coletâneas. É cofundador da Revista O Bule. Autor do livro Manicômio (narrativas ficcionais), dos e-books Sobre seres que bradam luz (2021), Ensaios sobre a total libertação (2022) e Quando tudo era ruína, amor (2022), é também papai da Clarissa. Tuíta em @rogerssilva.