Primeira obra do selo Cápsula Editora, o romance Os Traidores do Reino Perdido, de Iasmim Assunção, é destinada àqueles que buscam se perder em fantasias com cenários excêntricos, uma trama surpreendente, personagens cativantes e complexos, repletos de artimanhas e angústias.
“No reino perdido, ou você
é o açougueiro,
ou você é o gado”.
Arizona Assunção é uma rebelde. Criada secretamente por Ethan Assunção — líder da facção que mata por poder, ouro e ossos — em túneis subterrâneos, os rebeldes usam Arizona como meio para o trono de Saafa, treinando-a para uma dupla função: a de uma estudante determinada a vencer a Competição Real para se tornar rainha de Saafa; e a de uma rebelde, desprovida de qualquer remorso e disposta a tudo que lhe dê o passe que os rebeldes a tantas décadas buscam para tomarem o reino.
Do outro lado do rio, no meio da floresta que envolve a capital de Saafa, está a Academia Rossi, sede atual das fases da competição pelo trono que ocorre cada vez que um governante morre. Do lado de fora, o lugar se parece mais com uma prisão, com muros altos, cinzas e fortalecidos, que protegem a antiga mansão que se transformou na Academia. O prêmio para o único sobrevivente é todo o poder de Saafa concentrado em suas mãos.
Arizona possui um poder que a favorece: ela suga a energia vital de um ser vivo com apenas um toque, como uma ladra que usa suas vítimas para ficar com os seus poderes. Entre todos os jogadores de dezoito anos das Três Academias (Castellan, Enam e Rossi), os únicos páreos para Arizona são Caden Castellan, o arqueiro, e Niccolo Assunção, o envenenador. Caden tem um poder único: o de transformar qualquer objeto — e pessoas — em prata. Já Niccolo é o filho do falecido rei e da antiga rainha. Cria veneno com as próprias mãos, sendo imune a ele. Se Niccolo Assunção encostar em alguém, este estará ferrado.
O reino de Saafa, como muitos territórios desde a Guerra, era dividido entre Letalis, Normais e rebeldes. Letalis denominava todos os nascidos das Árvores da Vida que possuíam forças sobrenaturais, capazes de transformá-los em máquinas imbatíveis. Foram eles que descobriram como transformar os ossos humanos em ouro e as consequências são de se imaginar: quando se tem poderes e é possível tornar-se rico, batalhas são inevitáveis.
Com a ideia das Três Academias — criadas em
Saafa — se espalhando para os outros reinos, aumentava a tensão: Letalis eram
treinados para que somente um desses fosse capaz de matar legiões nas guerras
que se sucederam à descoberta de que desossar Normais gerava riqueza.
Leis foram criadas para tentar trazer a paz; os ossos só poderiam ser usados se a causa da morte fosse natural. Mas nenhuma lei impediu que os rebeldes prosperassem com seus túneis escondidos debaixo da terra, funcionando como verdadeiros quartos de desossamento. Eles seriam capazes de qualquer coisa para alcançar o poder, e os Normais inválidos, sem poderes, eram os que mais facilmente garantiam isso.
O palco está montado. É tudo diversão até que alguém mate e outro morra. Que comece o show de horrores!
Ficha técnica
Onde comprar?
Nos dias 08 e 09 de maio, na Feira da Cultura, no Centro Municipal de Cultura (antigo Fórum) - Praça Prof. Jacy de Assis - s/n - Centro, Uberlândia - MG.
Quem é Iasmim Assunção?
Iasmim Assunção, nascida e criada na cidade
de Uberlândia (MG), teve a Literatura, a Música e o Cinema sempre presentes em
sua casa como instrumento de formação, por isso suas referências culturais são
a maior herança dos seus pais e tios. Incentivada desde criança, se apaixonou
por livros graças à aventura de adentrar universos desconhecidos. Quando
escreveu sua primeira ficção, cursando o oitavo ano do Ensino Fundamental, foi
motivada pelo entusiasmo de compartilhá-la com as amigas.
Quando a humanidade estava sofrendo sua pior pandemia desde a Peste Bubônica, escreveu o romance “Os Traidores do Reino Perdido” na esperança de interpretar aquilo que estava vivenciando. Três anos depois, o sonho de publicar um livro – em um país onde não existe um mercado fácil para escritores independentes – se concretizou, através da verba municipal que recebeu ao remeter seu projeto para o Programa Municipal de Incentivo à Cultura de Uberlândia (PMIC).
Atualmente Iasmim Assunção vive em Portugal
e cursa Relações Internacionais na Universidade de Coimbra.

