> SINVALDO JÚNIOR sugere:
Ficções, de Jorge Luís Borges – os contos dessa obra exigem uma leitura sagrada. Tranque-se no quarto, desligue o celular, deite-se na cama e, só assim, pegue o livro. Aproveite cada frase, cada mistério, cada labirinto. Com frequência, releia os prólogos (sim, são dois). Aí você vai encontrar clássicos como “Tlön, Uqbar, Orbis Tertius”, “A biblioteca de Babel”, “Funes, o memorioso”, “O sul”, entre outros, que podem exigir uma segunda leitura. Faça.
o que devíamos ter feito, de Whisner Fraga – prosa poética o estilo; conto o gênero. São quatorze contos cujo objetivo principal é o óbvio: contar uma história. No entanto, mais do que contar uma história, os contos de o que devíamos ter feito também apresentam um estilo incomum (palavras sempre em minúscula, por exemplo), uma estrutura e uma linguagem poéticas e “helena”, uma personagem misteriosa, a interlocutora de vários narradores: ora é esposa, ora é irmã, ora é namorada. Literatura brasileira contemporânea de alta qualidade.
Sinvaldo Júnior é professor, pesquisador acadêmico e revisor de textos (Textifique Soluções em Textos). Publicou diversas resenhas, artigos de opinião e artigos
acadêmicos sobre leitura e literatura, com foco em obras e autores brasileiros.
É admirador de Carlos Drummond de Andrade, Campos de Carvalho e José Saramago.
Mora em Uberlândia-MG.